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Ricardinho, agora Ricardo, e o primeiro beijo!

A medida em que fui crescendo não gostava mais de ser chamado de "Ricardinho", me deixava mais infantil do que eu já era! Vivi e vivi bem minha infância, tanto que quase esqueci de me tornar adolescente, quem me lembrava dessa fase da vida eram os "jogos da garrafa" e alguma menina que vez outra dizia gostar de mim, o que fatalmente me lembrava "declarações", lembranças que me travavam! Nos meus 15 anos, faço questão de ser Ricardo! Deixei Chico Buarque um pouco de lado, li numa pesquisa que até os 15 anos os jovens definem sua sexualidade então quando fizer 16 volto a escutar suas belas composições, faço das músicas da Legião Urbana a trilha sonora da nova fase da minha vida: Um "homem" prestes a dar seu primeiro beijo!
Aqui estou eu nessa praça, minha visão das coisas não é mais tão romântica, mas o nervosismo eu acho que é crônico! Mas antes de descrever-viver essa cena, acho que poderá ser interessante dizer que ela é ex-namorada de um ex-amigo e que eles terminaram recentemente. Ah eu também não sinto remorso algum!
Vocês devem estar me achando um monstro, talvez contando melhor a história alivie o meu lado!
Bem, a conheci quando ainda brincava de bonecas, andava com suas bonecas no meio da rua, até que com aquela doce infantilidade me perguntou: Você quer ser o pai da minha filha? Ela precisa de um pai! Eu sem saber ao certo como era ser o pai de uma boneca ganhava ali uma amiga, uma das primeiras que me recordo, e assim foi até recentemente. Até apresentar ela ao meu amigo e até ver os dois juntos como namorados. O que era para ser felicidade se tornou angústia, pensava que eu deveria estar feliz por ver meus dois melhores amigos juntos e felizes, mas, eu não estava! E isso agora, nunca tinha pensado nela de outra forma que não fosse a amiga com quem compartilhava tudo. Não sabia como dizer para ela que isso tinha mudado, e não iria dizer, não era justo! Resolvi mudar eu. Acabei me afastando, não sendo mais o ouvido amigo, o cara que passava horas escutando música com ela durante a tarde ao invés de estudar matemática. Ela estranhou claro! E eu... Eu perdi os momentos confusos que foram o término do seu namoro. Soube pelo amigo, que acho melhor agora escrever "amigo", que ela quis terminar, pois se sentia confusa. Na primeira conversa que tivemos, sem mesmo perguntar ela disse que o motivo do término tinha sido eu! Fiquei sem entender, como assim eu?! E ela me disse que sempre imaginou um namorado tendo as mesmas atitudes e características que eu tinha, e passou a compará-lo comigo e perceber que o ouvido dele não escutava tão bem, os filmes com ele não eram tão bons e estudar matemática com ele não tinha a menor graça. Eu fiquei sem atitude, sem fala, isso até confessá-la o que tinha sentido quando eles começaram a namorar. Nossa dúvida ali era de como as coisas ficariam, porque nenhum dos dois sabia exatamente o que fazer, como tratar como namorada a menina que sempre vi como uma grande amiga?
Ela me pediu um tempo pra pensar em tudo, nesse tempo ela viajou com a família e eu lembrei os conselhos do meu pai sobre sinceridade e resolvi falar com meu "amigo", contar o que estava acontecendo, ele não foi muito compreensivo não, na verdade depois disso ganhou as aspas sempre que o menciono aqui eu coloco!
Durante esse tempo ficava imaginando como seria quando ela chegasse, como seria pedir em namoro minha primeira namorada, como seria dar meu primeiro beijo! Bolava mil e uma coisas, um globo de luz e música, cinema, pôr-do-sol. Lembrava também de todas as vezes que ela perguntava como tinha sido meu primeiro beijo e eu me recusava em falar por que não o tinha! Dizia que era obsceno demais para ela saber. Ficava imaginando o que ela acharia quando soubesse que meu primeiro beijo seria com ela! Passei dias treinando com gelo, melancia, laranja e tudo que ouvisse falar.
Volto aqui para a praça, ela chegou ontem, marcamos de nos ver para resolvermos a situação. Ela está sentada em um dos bancos me esperando, sorri quando me vê, está mais linda, tinha tido uma overdose de tanto escutar "Monte Castelo" na noite anterior pra ver se me inspirava algumas palavras, mas nada vinha na minha mente. Dessa vez não tinha flores, nem cartas, só um chocolate, o seu chocolate preferido!
Sentei do seu lado, olhei para ela e disse:
- Mesmo te conhecendo tão bem, passei todos esses dias imaginando como te pedir em namoro!
Ela sorriu e disse:
- E eu se somente "sim" seria o suficiente!
Então nos beijamos, e sabe aquela coisa do "o mundo parar"?!  Nesse momento teve todo um sentido, parecia que mais nada existia em volta, clichê de filme?! Pode ser! Mas a emoção é ímpar!
Ela nunca soube que aquele tinha sido meu primeiro beijo, a vergonha não deixou. E ali naquela praça começava meu primeiro namoro.
Fernando Martilis

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A partir de "Sentimental"

Não concordo em dividir você com ninguém
Nem com os meus,
E nem com os teus pensamentos.
Mas não é bem assim não é?
Razão e sentimento são coisas complicadas
Para caminharem juntas,
Refletir um sentimento
Geralmente é um passo pra trás,
Você vai perceber que alguém é de verdade
Muito importante na tua vida,
E são poucos os que querem continuar com
Essa "dádiva"!
São poucos que querem trilhar esse caminho,
É mais fácil não ter ninguém importante
Nas nossas vidas
Com quem tenhamos que nos preocupar,
Dar satisfações,
Dividir, compartilhar!
E quando você resolveu raciocinar sentimentos
Não era exatamente em mim
Que seu pensamento ia!
Já não eram mais suportáveis essas condicionais
Do sentir.
Mas antes tivesse deixado mesmo
A coisa de racionalizar sentimento só comigo!
Eu já tenho experiência nesse sentido
Experiência que adquiri
Fazendo exatamente o que você fez.
Fernando Martilis

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Fé!

Todas as coisas tristes da vida
Nos mostram o quanto é importante ter fé!
A fé nos dá a esperança.
Esperança, que mesmo quando tudo parece realmente estar muito ruim,
Abre os nossos olhos para o que existe de bom na vida.
E como existem coisas boas na nossa vida!
É uma questão de querer enxergar
Enxergar o quanto pode ser ridículo,
Por exemplo,
Você questionar tudo e todos
Por alguma coisa que no fundo
Deve ser tão insignificante em relação a tantas
Outras coisas maravilhosas que existem.

Fernando Martilis

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Construções

Não se constrói um prédio
Por cima dos escombros do antigo
É preciso que seja retirado o anterior totalmente
Para que o novo possa surgir.
Ora, como pode uma estrutura ser montada em cima
De destroços?
O "BUUM" da implosão só faz tudo vir a baixo
Não limpa o estrago que foi feito
E essa limpeza é essencial,
Fundamental!
Sob risco de comprometer
Outras construções,
Sob risco de se ter uma vida de demolições!

Fernando Martilis

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A partir de "Garotos"

Uma mulher quando quer
Consegue nos enlouquecer,
Tira-nos o juízo,
Nos faz imaturo
Diante de sua sabedoria de conquistar.
E como sabem conquistar,
As mulheres conquistam até sem querer
Como resistir a certas mexidas no cabelo?
Como resistir a algumas mordidas nos lábios?
Como resistir aquele olhar de quem passou
Horas se produzindo para ser admirada?
E têm que ser admirada com toda justiça!
Aliás, como essa sedução nos subordina!
Difícil não querer, difícil dizer não,
Difícil não se tornar um expectador do teu show,
Que no final estará lá nem que seja somente para aplaudir
E se imaginar sendo a tua companhia
Pelo resto da noite.

Fernando Martilis

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Ricardinho, as flores e o amor!

Aqui começa as narrações de Ricardo ainda Ricardinho, adolescente, contando suas experiências com amor e sentimentos, começando com sua primeira declaração...


Meu pai me disse que me chamo Ricardo porque é nome de Rei, assim eu me tornaria um homem forte, mas não é exatamente forte que me sinto agora, pelo contrário, se encontrasse uma porta aberta pularia para dentro dela e me esconderia lá, como um rato que corre para a sua toca com medo do gato, com medo de se tornar o jantar.No auge dos meus treze anos de idade estou indo agora dizer para a menina que gosto, que estou apaixonado por ela e para aumentar minha tensão, nunca fiz isso na vida!
É minha primeira vez, meu pai também já tinha me falado que primeiras vezes são sempre complicadas.
Meus passos são lentos pelo corredor do colégio, dando a chance de alguém me encontar e me chamar para fazer alguma coisa, acabando com a mínima coragem que eu tenho,estou quase gritando para que alguém faça isso, me tire desse corredor, corredor que me leva até ela, posso até vê-la já no pátio. Linda, cabelos negros, lisos, na altura da cintura, olhos grandes, sorriso grande, bonito, mas que nunca sorriu para mim!
Motivo suficiente para me fazer voltar, desistir. Vou voltar! Todos vão rir, serei a piada da escola, o nerd que se apaixona pela garota mais bonita e leva um fora na frente de todo mundo! Está decidido, eu não vou!
Se ao menos, alguma vez na vida, ela tivesse falado comigo, algo que não fosse sobre a próxima prova ou a matéria de ontem, me daria um pouco de confiança! Mas já estou na metade do caminho, me sentiria um nada quando acordasse amanhã depois de ter sonhado com ela e lembrasse que desisti tão perto, e outra meu nome é Ricardo! Nome de Rei! Isso tem que me servir de alguma coisa! Meu pai dizia que o Rei Ricardo na Inglaterra era conhecido como "Coração de Leão", acho que está na hora de me sentir o gato e não o rato! É isso mesmo, eu vou!
Me lembro como se fosse hoje a primeira vez que vi ela, estava de costas, com seu lindo cabelo solto, como se me chamasse para olhar para ele! Era novata, aí pensei: "Será que ela vai ser da minha sala?" Dito e feito! As aulas de geografia não tinham mais tanta graça, outra coisa me chamava mais atenção! Eu que nunca tinha beijado ninguém e nem me imaginava beijando, não conseguia para de pensar como seria beijar ela!
Pior ainda, me via com a necessidade de dizer o que estou sentindo, que burrice! Para quê falar uma coisa que não terá importância alguma? Quanto mais eu pensava se me declarava ou não mais vontade dava de falar os meus sentimentos para ela, pensava que na pior das hipóteses eu tentaria e levaria um belo fora, mas pelo menos tentaria e colocaria para fora essa ansiedade, essa sensação de estar sufocando! Precisava de ajuda, precisava saber se teria alguma chance, para poder ir mais confiante, falei com uma amiga dela, perguntei se ela gostava de alguém, de quem, do que ela gostava, só consegui uma promessa de segredo e saber que ela gostava de receber cartas!
Aqui estou eu no pátio, a poucos metros dela, com uma flor na mão, uma carta no bolso um tanto amassada com a letra da música Beatriz de Chico Buarque, e tremendo o corpo inteiro! Chegou a hora!
Cheguei perto, toquei em seu ombro, ela olhou para trás.
 - Posso falar com você?
 - Sim, o que foi?
 - Em particular?
 - Ah, pode falar na frente das meninas, elas são minhas amigas não temos segredos, não é meninas?
Em coro:
 - É!
E essa saliva que não desce direito, minhas mãos estão suadas. Mesmo assim tirei a carta do bolso, e entreguei para ela, junto com a flor.
 - Gosto de você! Queria ser teu namorado, queria poder entrar na tua vida como o Chico canta na música!
Pronto falei, foram as palavras mais difíceis que já tinha falado, saíram como um furacão de uma vez só!
Era tanta vergonha que baixei a cabeça para ouvir...
 - Olha uma flor, adoro flores! Que carta linda parece carta de menina, eu pensei que só gays gostassem de Chico Buarque! Está tudo lindo, mas nós vamos ser só amigos tá?!
 - Tá!
Esse "Tá" saiu e eu nem percebi, foi automático! Ali naquele momento começava minha vida amorosa com aquele tá de aceitação, de conformação. Minha primeira declaração me rendeu meu primeiro fora e meu primeiro aprendizado que eu só entenderia anos depois. Nem sempre as cartas e as flores dão certo, elas funcionam mais nos filmes e  nos livros.
Fernando Martilis

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Algo em que sou bom!

Talvez a função que melhor exercitei até hoje na minha vida
Foi a de caça fantasmas.
Aprendi a fazer isso bem,
Do jeito mais díficil, sem mestres,
Sozinho!
Sem motivações
Porque era exatamente o contrário,
As desmotivações,
Que me motivavam!
As minhas lições foram as atitudes
Suas atitudes,
cada negação, cada passo pro lado oposto
Cada prova que você me dava do meu maior erro!
Passei então a exorcisá-los,
Sim,
Os fantasmas,
Aqueles que me perturbavam o sono,
Todos os gestos que não eram seus,
Todos os gestos que não eram para mim!
Os sorrisos, os beijos, as palavras, os sonhos,
Sabe... sou bom nisso!
Melhor do que imaginava,
Me tornei bom em não ser bom!
Me tornei bom em acabar antes de começar,
Me tornei bom em ser você!

Fernando Martilis

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O vento e a liberdade!

Sabe o que mais me faz amar a liberdade?
Essa sensação diferente quando o vento bate no nosso rosto
Como se estivessemos no alto de uma montanha
Olhando para o horizonte
E o vento estivesse nos convidando
Para as mais loucas aventuras do mundo
E esse vento só sopra desse jeito...
Com esse convite
Quando você se sente livre de verdade!
Quando mais nada no mundo te prende ou
Te coloca pra baixo.
De repente, se você quiser,
Até voar consegue!

Fernando Martilis

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A partir de "Dom Quixote"

Olhar e ver o mundo que enxergo
Não me satifaz
Falta sonho!
Falta acreditar no bem,
Falta acreditar que o melhor possa acontecer.
É pecado ser otimista,
Pensar que as soluções estão sim nas nossas mãos?
Digo que,
Não! Não é mais fácil fazer o simples!
O caminho é curto e o aprendizado é pouco.
Conformar-se que os investimentos estão sendo feitos
Nas coisas certas não está certo!
Porque não estão sendo feitos!
Não se está investindo no
Amor,
Na amizade,
Não se investe nos sentimentos sinceros,
Na verdade!
Parece que nos vemos pequenos demais
Pra viver essas coisas
E não somos!
As vezes a sensação que tenho é que vivo
Mais do que a realidade me permite viver
E isso faz de mim um sonhador
E o faço questão de ser
Se for pra acreditar no bem
Se for pra acreditar no amor,
Na amizade, na verdade!
São esses sentimentos que de fato
Constituem o ser humano,
Como constatação, basta imaginar um homem que
Não têm dentro de si esses sentimentos
No minimo não o consideraremos humano.
Me vejo de capaz de sair pelo mundo
Montado em um alasão
Empunhando minha espada
Auxiliado pelo meu fiel escudeiro
Enfretando os piores vilões
Somente para defender as coisas que parece
Que deixamos de acreditar
Somente para defender aquilo que sinto
E tão somente para ser humano.

Fernando Martilis

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Ande sempre com uma lanterna!

Sempre adorei admirar sorrisos, um sorriso para mim muitas vezes fica como a primeira impressão e acaba sendo o grande responsável por uma possível identificação ou não, mas o sorriso que narrarei aqui é o desfecho para uma história hilária com direito a fortes emoções, risco de morte e algumas risadas pra lembrar pro resto da vida. Sabe aquelas viagens de adolescente? Com os amigos? Pois é! A família de um amigo tinha um sitio em um interior, e em alguns fins de semana juntávamos uns amigos e íamos para lá, aquela bagunça, até que um desses fins de semana foi diferente!É interessante falar que meninos da cidade, quando chegam ao interior são o "sucesso" com as meninas, é a chegada da coca-cola no deserto, principalmente se esses meninos forem filhos de dono de sitio!
Pois bem, continuando, fomos em três amigos e tomando banho de rio conhecemos duas dessas meninas super receptivas, acolhedoras, que para nos deixar a vontade naquele lugar que só tinha mato, nada por perto, nos convidaram para jogar o velho e bom jogo da garrafa, tem diversão melhor para adolescentes? Mas isso somente para que nós tivéssemos alguma diversão durante a noite, porque realmente não tinha nada para fazer ali, sem contar que ainda tinha pouca luz. Chegando a noite nos deparamos com o primeiro problema: elas eram duas e nós três, alguém ia sobrar depois do jogo da garrafa! E agora? Deixamos que elas escolhessem, afinal elas mereciam isso por todo seu acolhimento para conosco! Para o que sobrou a missão era despistar o pai do nosso amigo que estava ouvido jogo no rádio para que ele não desconfiasse da nossa brincadeira noturna. O amigo que sobrou disse que nunca tinha perguntado tanto o placar de um jogo na vida! Para quem ficou na emoção, foi cada casal para um lado. Eu lembro que fui para uma cadeira espreguiçadeira, daquelas que deitam, e não acho exatamente conveniente dizer aqui as coisas que aconteceram naquela cadeira (menores de idade podem ler) até que uma voz "branda" nos interrompeu: Que "putaria" é essa aqui? Vou dizer tudo isso para a sua mãe! Recompondo-me, eu olhei assustado e reconheci o caseiro do sitio, que, aliás, era tio da "dita cuja" e mais assustado ainda pensei: Valha meu Deus! Esse povo no interior só resolve as coisas na peixeira! Agora pronto! Minha reação foi sair dali, iludido que talvez ele não tivesse reconhecido qual dos três eu era! Morrendo de medo da faca!
Passado o susto e sem maiores conseqüências do que uma dor de barriga proveniente de fobia, no outro dia estava eu na mesa do café a olhar para "risinhos" de todos sem saber exatamente o motivo de tal zoação. E passei o dia olhando para esses risinhos, até que enfim acabava o nosso fim de semana e estávamos prontos para ir embora. Já dentro do carro, na estrada, rumo à cidade, encontramos as duas moças acolhedoras e receptivas, e para minha surpresa a que estavam comigo sorriu e acenou! Nesse momento eu entendia o motivo dos "risinhos"! Eu realmente preferia não ter visto aquele sorriso! Sorriso que faltava DOIS dentes da frente! Isso mesmo ela era banguela! Você agora deve estar se perguntando como eu não percebi certo? Eu também me perguntei muito isso, depois de rir muito! Ao meu favor eu poderia dizer que não tinha luz, estava realmente bastante escuro, ou dizer que no calor do momento a última coisa em que eu poderia pensar era em dente faltando sei que passados o risco de morte, as fortes emoções, as zoações, e as moças acolhedoras 
desdentadas, ficou disso tudo muitas risadas e uma importante lição: Isso pode parecer estranho mas ande sempre com uma lanterna!
Fernando Martilis