Jeito de sentir.

Apaixornar-se pra mim nunca foi um bicho de sete cabeças,
Sempre me apaixonei muito, sempre amei muito,
Entender isso é que era difícil e complicado.
Era não, é!
Assumir para si mesmo
E depois para outra pessoa
É sempre a etapa pela qual eu e muita gente
Preferimos não passar!
Porque depois tem que viver,
E viver, sim, é que pode vir a ser
Um bicho de sete cabeças!
Eis a principal razão de tanta gente desistir,
Optar pelo não.
Sempre declarei morrer de medo de me apaixonar,
Porém, sempre acreditei em amor a primeira vista,
Temos tanto quanto, ou mais, medo do conhecido do que do desconhecido.
Acredito que nos apaixonamos no primeiro olhar,
Ali tem o BUM do sentimento, e depois, claro,
Ele vai crescendo ou acabando.
Nós é que temos a mania
De não assumi-lo, de ignorá-lo,
Deixá-lo passar por nossas vidas,
Para depois abrirmos nossas bocas e dizermos que:
- "Ah nunca amei, nunca me apaixonei,
Nunca apareceu ninguém na minha vida."
Lembre-se bem... Apareceu sim!
Nós é que às vezes fazemos questão
De não aparecermos na vida das pessoas!
E aí amigo, o que vai sobrar é só um amontoado
De aprendizado
E num dado momento você vai
Deixar de ser ver como uma pessoa
Para se ver como uma biblioteca humana
Recheada com infinitas lições de
"Como não se deve lidar com sentimentos"!

Fernando Martilis

1 perceberam algo:

  1. Templo disse...:

    Oiew Fernando Gostei muito dos teus Poemas, ora Veja um influências muito apuradas como Fernando Pessoa e Caio Fernando Abreu, achei teu blog enquanto estava fazendo um tour para divulgar o twitter do Templo da Poesia um Espaço de Arte, Cultura e poesia do Qual Faço Parte (Talles Azigon)

    Grande Abraço

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