ELA

Ela que tem aquela voz,
Aquele jeito de falar, ou não falar!
Ela que sai, some
E não volta mais, só dias depois
Rindo, e sendo bem ela mesmo.
Ela que quando rir me olha depois
Com aquele olhar nada angelical
Vira, desvira
Minha mente
Declarando ingenuidade
Depois maldade
Me confundindo todo
Só por ser ela.
Ela que tem gosto de siriguela,
De leite condensado,
E vez ou outra de uísque,
Meu gosto preferido dela.
Ela que vestida
De vestido
Como todas elas
Consegue ser ELA na
Na sultileza que nenhuma delas
Jamais conseguiu ser.
ELa que definitivamente
Não se esforça nem um pouco pra
Conseguir ser ELA.

Fernando Martilis

1 perceberam algo:

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